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Os cuidados com a pele do idoso

Segundo o IBGE, a chamada terceira idade mais que duplicou do início do século até hoje no Brasil. Os idosos já são mais de 30 milhões e 14,5% da população. Por isso novos desafios surgem e, cada vez mais, urge que a sociedade transforme seus conceitos de velhice. Quando cuidar da saúde é um hábito, envelhecer é apenas mais uma etapa da vida.  

O envelhecimento e a pele

É através da pele que notamos os primeiros sinais do envelhecimento. As primeiras rugas, manchas, flacidez, cabelos brancos, unhas quebradiças, enfim, o efeito do passar do tempo. 

O envelhecimento da pele pode ser:

Intrínseco (interno) - genético e cronológico, é decorrente do passar dos anos;

Extrínseco (externo) - resultado dos danos ambientais e comportamentais, como exposição exagerada ao sol, tabagismo, maus hábitos nutricionais e poluição. Grande parte das marcas que identificamos numa pele envelhecida é consequência do fotoenvelhecimento.

As doenças de pele mais comum nos idosos

Como a idade passa a ser um fator de risco, as doenças de pele se tornam mais frequentes. Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, tumores cutâneos (benignos, pré-malignos e malignos), micoses superficiais e ressecamento/espessamento são os problemas mais comuns nos brasileiros a partir dos 65 anos. Como, então, evitar essas ocorrências?

 

Tumores Cutâneos

 Os efeitos da radiação ultravioleta podem desencadear o câncer da pele. Por isso a exposição solar desprotegida não deve ser considerada nem mesmo como fonte de vitamina D. Para prevenir esse tipo de tumor, recomenda-se usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados; auto-examinar a pele frequentemente para flagrar alterações nas pintas e lesões; visitar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano. 

Micoses superficiais

Causadas por fungos, as micoses são favorecidas pelo calor, umidade e falta de luz. Para evitá-las é necessário lavar e secar muito bem os pés depois do banho; utilizar calçados abertos sempre que possível; cortar as unhas sem remover as cutículas e inspecionar regularmente os pés na busca de possíveis alterações (vermelhidão, fissuras, calos, verrugas, feridas, úlceras etc).

Ressecamento

Ao envelhecermos, reduzimos a produção de sebo pelas glândulas, por isso a pele fica mais seca. E, além do aspecto áspero e envelhecido, pode resultar em prurido (coceira) persistente e até alergias (dermatites). Por isso o ideal é ingerir bastante água; evitar banhos quentes e demorados com o uso de buchas ou esponjas; hidratar o corpo diariamente com cremes e loções. Essas medidas vão manter a proteção da pele, reduzindo os impactos do ressecamento. 

Outras doenças de pele podem aparecer e, ao notar qualquer alteração, você deve visitar o dermatologista. 

Fonte: SBDRJ

01 de Outubro de 2020

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